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38% dos adolescentes admitem amizades com desconhecidos nas redes sociais

Gazeta Online - 18/08/2014 - [ gif ]
Autor: Katilaine Chagas
Assunto: Indicadores Cetic.br

A situação daria mais abertura para investidas de pedófilos, diz especialistas

Adolescentes estão expondo-se a risco na internet. É o que diz pesquisa que aponta que 38% das crianças e adolescentes entre 11 e 17 anos adicionam pessoas que nunca conheceram às suas listas de amigos ou contatos nas redes sociais. A situação daria mais abertura para investidas de pedófilos, segundo especialistas.

“As crianças se sentem empolgadas com a liberdade da internet. Colocam onde estudam, onde moram, fazem ‘check in’ de onde estão”, exemplifica Rodrigo Nejm, diretor de Educação da Organização Não Governamental (ONG) Safernet, que combate crimes contra os Direitos Humanos na internet.

Os dados são da pesquisa TIC Kids Online 2013, realizada pelo Centro de Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.br), que é ligado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Foram ouvidas 2.261 crianças e adolescentes usuários da internet.

Entre os riscos estão o de aceitar a amizade de perfis falsos de pessoas se passando por crianças. “Essas pessoas falam com linguagem próxima da criança, fingem ser amigas de algum amigo íntimo”, cita o diretor educacional da Safernet.

“Com adolescentes, esses perfis falsos se colocam como generosos e acolhedores. Isso pode chegar a sequestros e assassinatos”, acrescenta o diretor.

Como, geralmente, crianças têm círculos de amizades pequenos, pais devem ficar atentos se há centenas de amigos conectados ao filho na internet, e sempre verificar se o conteúdo das postagens é adequado.

Proteção

A psicóloga Juliana Arcanjo, 42 anos, e o marido dela vasculham as amizades dos filhos nas redes sociais, veem o que postam e em quais horários. Tudo para garantir a segurança deles na rede.

“Quando minha filha era mais nova, teve uma época em que ela adicionava todo mundo. Aí meu marido a alertou. Nós demos uma filtrada”, lembra a psicóloga.

20% de crianças, adolescentes e jovens já receberam pornografia

Pesquisa feita com pessoas na faixa etária de 9 a 23 anos indicou que 20% dos entrevistados já receberam textos ou imagens sensuais e eróticas na internet. O levantamento foi feito pela Safernet, com 2.834 participantes.

“Já recebi casos de adolescentes que já sofreram assédio e que já se expuseram. Enviaram suas próprias fotos e depois se arrependeram”, relata o psicólogo Felipe Rafael Kosloski, do Conselho Regional de Psicologia, e também membro do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente.

A pesquisa mostrou que 6% dos entrevistados já enviaram mensagens com imagens de nu ou seminu.

“Os pais devem conversar sempre com seus filhos, saber quem eles conhecem, explicar que não podem publicar onde andam, a que horas chegam”, aconselha o psicólogo.

As crianças, adolescentes e jovens estão sujeitas também a ataques virtuais que vão além dos de cunho sexual. Segundo a pesquisa, 12% afirmaram que já foram vítimas de ciberbullying, com mensagens de xingamentos, ofensas e humilhações.

Outros 35% disseram ter um amigo que já sofreu ciberbullying ao menos uma vez.

Informe-se

Risco

Pesquisa
38% das crianças e adolescentes, de 11 a 17 anos, adicionam pessoas desconhecidas à lista de amigos em redes sociais, segundo pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).
Na avaliação de especialistas, isso dá brechas para ataques de pedófilos.

Como acompanhar

Dicas
Os pais devem tirar algum momento do dia para navegar na internet junto com os filhos, para conhecer o que eles gostam de fazer na internet.

Ajuda
Peça para que o filho ou filha lhe ensine a mexer na internet. Isso ajuda a aumentar o vínculo entre pais e filhos.

Diálogo
Sempre dialogue. Não precisa ter tom de palestra ou de sermão. Mantenha sempre a conversa constante.

Reportagens
Aproveite publicação de matérias sobre riscos na internet para debater o tema com as crianças e adolescentes.

Denúncia

Ajuda
O canaldeajuda.org.br dá suporte 24 h por dia, via e-mail, a vítimas na rede. Há também a opção para registrar problemas no denuncie.org.br